Outubro Rosa 2019 – Todos unidos contra o Câncer de Mama

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Outubro Rosa 2019 – Todos unidos contra o Câncer de Mama

No mundo todo, em outubro se celebra o Outubro Rosa, uma campanha que começou nos EUA na década de 90, com o objetivo de compartilhar informações sobre a prevenção e diagnóstico precoce da doença. Infelizmente, todo mundo conhece alguém ou tem alguém na família que tem ou teve câncer de mama.  Felizmente, o câncer de mama tem cura, se detectado cedo.

Apesar de ser identificado muito mais nas mulheres, o câncer de mama também afeta, em proporção muito menor, os homens (cerca de 1% dos casos). Ele é causado pela multiplicação de células anormais da mama, formando um tumor. Alguns tipos de câncer de mama têm desenvolvimento rápido e outros são mais lentos. Uma informação muito importante que a campanha Outubro Rosa propaga é que, quando detectado no início, a probabilidade de cura é muito maior. Por isso, essa campanha é sobre prevenção, qualidade de vida e também sobre esperança para todos aqueles que recebem o diagnóstico.

O câncer de mama responde por cerca de 28% dos casos novos de câncer a cada ano, no Brasil. Existe tratamento para câncer de mama e altas taxas de remissão, sendo que o Ministério da Saúde oferece atendimento por meio do Sistema Único de Saúde, o SUS.

Fatores de risco

O câncer de mama pode atingir pessoas de todas as idades, mas ele é mais comum em mulheres, pós menopausa, com mais de 50 anos. O fator hereditário está presente em apenas 5 a 10% dos casos. Outros fatores que contribuem podem estar relacionados a história pessoal da paciente (menarca e menoupausa, uso de hormônios) hábitos (consumo de bebida alcóolica, sobrepeso ou obesidade), e ao ambiente (exposição à radiação). Vejamos alguns deles:

Fatores ambientais e comportamentais

  • Obesidade e sobrepeso após a menopausa;
  • Sedentarismo (não fazer exercícios);
  • Consumo de bebida alcoólica;
  • Exposição frequente a radiações ionizantes (Raios-X).

Fatores da história reprodutiva e hormonal

  • Primeira menstruação (menarca) antes de 12 anos;
  • Não ter tido filhos;
  • Primeira gravidez após os 30 anos;
  • Não ter amamentado;
  • Parar de menstruar (menopausa) após os 55 anos;
  • Uso de contraceptivos hormonais (estrogênio-progesterona);
  • Ter feito reposição hormonal pós-menopausa, principalmente por mais de cinco anos.

Fatores genéticos e hereditários

  • História familiar de câncer de ovário;
  • Vários casos de câncer de mama na família, principalmente antes dos 50 anos;
  • História familiar de câncer de mama em homens;
  • Alteração genética, especialmente nos genes BRCA1 e BRCA2.
  • A mulher que possui um ou mais desses fatores genéticos/ hereditários é considerada com risco elevado para desenvolver câncer de mama.

Fonte: www.inca.gov.br

Saiba como se proteger

Segundo o INCA (Instituto Nacional do Câncer), 30% dos casos de câncer de mama podem ser evitados, adotando-se no dia a dia práticas saudáveis como:

  • Praticar atividade física;
  • Alimentar-se de forma saudável;
  • Manter o peso corporal adequado;
  • Evitar o consumo de bebidas alcoólicas;
  • Amamentar.

Diagnóstico Precoce e Cura

A melhor forma lutar contra o câncer de mama é através do autoexame. Cada mulher pode conhecer seu corpo, apalpando sua mamas durante o banho ou a troca de roupas, para saber o que é e o que não é normal em suas mamas.

Essa observação táctil, ainda que sem técnica específica, é importante para que as mulheres possam observar a anatomia de suas mamas, favorecendo a descoberta casual de pequenas alterações mamárias.

A maior parte dos cânceres de mama é descoberta pelas próprias mulheres, e posteriormente diagnosticado através de exames de imagem, como a mamografia.  Por isso, além de estar atenta ao próprio corpo, é recomendado que mulheres de 50 a 69 anos façam uma mamografia de rastreamento (quando não há sinais nem sintomas) pelo menos a cada dois anos. Esse exame pode ajudar a identificar o câncer antes do surgimento dos sintomas, aumentando assim a chance de cura.

Com câncer de mama não se brinca!

É importante falar, compartilhar informações e encarar esse desafio de frente, para que cada vez mais, mais mulheres possam ser excluídas de estatísticas negativas, no nosso país e no mundo. Também é preciso que as mulheres se atentem quanto à gestão dos recursos da saúde, para que o diagnóstico e tratamento de qualidade estejam cada vez mais acessíveis a todas.

 

Junte-se a nós nesta campanha!

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